A França não os “acolherá”, segundo Darmanin

Gerald Darmanin quer marcar a “firmeza” do governo. Esta terça-feira à noite, no TF1, o Ministro do Interior insistiu no facto de a França “não acolherá migrantes” da ilha italiana de Lampedusasujeito durante vários dias a um afluxo significativo de migrantes.

“A França quer uma posição firme”, insistiu o ministro, convidado para o set da TF1. O caso dos requerentes de asilo, por exemplo por razões políticas, é obviamente diferente, admitiu Gérald Darmanin, que no entanto minimizou a sua presença entre os migrantes desembarcados em Lampedusa. “Não é acolhendo mais pessoas que vamos secar um fluxo que obviamente afecta as nossas capacidades de integração”, continuou. “Por outro lado, dissemos aos nossos amigos italianos que estávamos prontos para ajudá-los a devolver pessoas aos países com os quais mantemos boas relações diplomáticas”, acrescentou Gérald Darmanin, citando a Costa do Marfim e o Senegal.

O ministro falava um dia depois de uma visita ao seu homólogo transalpino em Roma, enquanto a Itália enfrenta uma aceleração significativa na chegada de migrantes à ilha de Lampedusa, situada entre a Tunísia e a Sicília. Entre segunda e quarta-feira passadacerca de 8.500 pessoas, mais do que toda a população de Lampedusa, chegaram em 199 barcos, segundo a agência de migração das Nações Unidas.

Segundo Darmanin, a maioria não são requerentes de asilo

Esta situação colocou sob grande pressão as capacidades de acolhimento da ilha, gerou uma onda de choque político em Itália e relançou a espinhosa questão da solidariedade europeia em termos de acolhimento e distribuição de requerentes de asilo, para apoiar os países na linha da frente destas chegadas. Sobre o tema dos requerentes de asilo, Gérald Darmanin admitiu que era necessário “distinguir” a sua situação da da maioria dos migrantes, transferindo esta responsabilidade para as autoridades italianas.

“Se as pessoas são elegíveis para asilo, (se) são perseguidas sexualmente, politicamente, religiosamente, obviamente é dever da França, tal como de outros países europeus, acolhê-las”, reconheceu. Mas minimizou a presença de requerentes de asilo entre os migrantes de Lampedusa, dizendo que a maioria deles não fugia da perseguição. “Eles não são afegãos, não são sírios”, insistiu.

O ministro anunciou também que decidiu “fortalecer” os controlos na fronteira franco-italiana: o número de polícias e gendarmaria dedicados a esta tarefa aumentará de 500 para 700, disse.

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