Casino anuncia novo acordo de princípio com alguns de seus credores

O distribuidor francês Casino anunciou esta segunda-feira ter chegado a um acordo de princípio com um novo grupo de credores que não foram afetados pelo primeiro acordo anunciado em julho relativo à reestruturação da sua colossal dívida, que ascendia a 6,4 mil milhões de euros no início. final de 2022.

No seu comunicado de imprensa, o grupo anunciou ainda que solicitou ao tribunal comercial de Paris a prorrogação do período de conciliação amigável até 25 de outubro, que visa a reestruturação da sua dívida. Este período de conciliação começou em 2 de junho.

Os credores afetados por este novo acordo detêm, em princípio, títulos de dívida relativos aos imóveis do Casino.

O acordo prevê a destinação de parte dos recursos – ou em alguns casos todos – vinculados à venda de imóveis, subsidiárias e outros ativos do grupo para ressarcir esses credores.

No total, de receitas acumuladas de vendas e garantias, estão previstos 946 milhões de euros para reembolsar estes credores de dívida.

O prazo de reembolso é prorrogado até 15 de janeiro de 2027, face a 2024 anterior, de forma a “implementar um plano de venda de ativos e redução da dívida da Quatrim”, entidade que supervisiona os ativos imobiliários, especifica o grupo.

O Casino acrescenta que “este acordo de princípio permanece sujeito à conclusão de outras operações de reestruturação anunciadas pelo grupo em 27 de julho de 2023”.

No final de julho, os principais credores do grupo comprometeram-se a “apoiar e realizar quaisquer diligências ou ações razoavelmente necessárias” para a conclusão da reestruturação do Casino, e assim aceitar a oferta de aquisição do checo Daniel Kretinsky e dos seus aliados, o bilionário Marc Ladreit de Lacharrière e o fundo britânico Attestor.

Esta oferta prevê nomeadamente o fornecimento de 1,2 mil milhões de euros de dinheiro novo, bem como a redução de quase 5 mil milhões de euros da dívida do grupo. Está também prevista a venda de actividades de Casino na América Latina – nomeadamente no Brasil – onde trabalham três quartos dos colaboradores do grupo.

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